Começando com Python #1/undefined

Pronto, nada melhor do que um feriadão acompanhado daquela viagem pra casa da mamãe hein; descanso, paz e sossego (e sem internet) é o que eu precisava pra repor as baterias e aliviar a maldita gastrite. E num dos vários devaneios diários resolvi que esta seria a semana do Python no blog, vou escrever aqui como eu conheci e aprendi Python.

E tudo começou em 2004, foi quando eu realmente me interessei por Python, até então eu não tinha contato com muitas linguagens de script além de JavaScript, PHP e Shell. Durante o FISL5.0 quando assisti a palestra Matando o Java e mostrando o Python, por Osvaldo Santana Neto e Ruda Moura e que diga-se de passagem foi muito engraçado, neste ano ocorria o primeiro Javali e todo o pessoal do Java resolveu invadir a palestra do Osvaldo e Ruda. Então juntei o incentivo que tive no FISL na palestra mais as cutucadas que sempre ouvia/lia do CV sobre Java e Python, e como ele mesmo dizia: “Para programar em Python é preciso ter culhões” e eu resolvi então testar os meus (sem duplo sentido por favor), e comecei a gostar de Python.

E então comecei a jornada e como todo bom nerd quando quer aprender ou saber qualquer informação sobre qualquer tipo de coisa, o primeiro passo foi: http://www.google.com/search?q=python e pronto, todos meus problemas foram resolvidos :D

Brincadeiras a parte, antes de instalar e me preocupar em sair escrevendo códigos eu analisei algumas características de Python e gostei de:

  • Sintaxe simples e clara + um ótimo interpretador = bons resultados;
  • Orientada a objetos (herança múltipla, eu particularmente não gosto muito e uso com muito cuidado, estigma vindo do Java) e com suporte para se trabalhar de modo estrutural ou funcional;
  • Tratamento de exceções;
  • Suporte a módulos eficiente;
  • Garbage Collector;
  • Portabilidade;
  • Plugin para desenvolver em Python no Eclipse;

E não gostei muito de (pelo menos no início, depois passa a ser costume):

  • Definição de blocos (visibilidade, escopo de código, etc) por identação e não por identificadores (como “{” e “}” por exemplo);
  • Apesar de ter por baixo dos panos um PSF (Python Software Foundation) e um PEP (Proposal Enhancement Python) as mudanças precisam passar pelo BDFL (Benevolent Dictator for Life) que nada mais é do que o criador da linguagem, Guido van Rossum, nem preciso falar o motivo da preocupação, qualidades e capacidade a parte, isso não deveria ficar na mão de uma única pessoa;
  • Liberdade de mais abre muitas portas para o programador cometer erros;

Mas achei que as qualidades pesaram mais do que os desagrados que tive e então resolvi gastar um tempo por semana para estudar e aprender Python e tenho feito isso até hoje, apesar de nunca ter usado profissionalmente (leia, ganhar dinheiro com isso) eu continuo estudando e brincando sempre que posso. Após essa análise de características de Python, comecei a preparação do meu ambiente de desenvolvimento.

  1. Acesse www.python.org/download/ e baixe o instalador para o seu sistema operacional, se quiser tem opções para baixar os fontes, módulos, outras versões, etc;
  2. E pronto, abra o IDLE e vamos lá.
  3. Esse é opcional, quem não larga o Eclipse nem pra navegar na Internet, use o update site do PyDev para instalar o plugin de desenvolvimento Python no Eclipse, siga o menu Help > Software Updates > Find and Install… >> Search for new features to install e adicione um novo Remote Site com o endereço a seguir: http://pydev.sourceforge.net/updates/

Para saber se tudo está correto (e estará) abra o IDLE e digite algo como 4*4

[code]IDLE 1.2.1
4*4
16[/code]

Se quiser pode continuar brincando de calculadora, vai funcionar direitinho, mas não se empolgue e esqueça das outras funcionalidades. Passando para um outro exemplo, HelloWorld:

[code]print ‘HelloWorld’
HelloWorld[/code]

E prontinho, este foi um primeiro HelloWorld em Python. Para não me estender muito neste post (e ter o que escrever nos próximos) vou ficar por aqui, amanhã ou depois postarei mais sobre Python e mais recursos interessantes como estruturas condicionais e de repetição, etc.

Enquanto isso, fontes de consulta nunca são de mais, então tenha sempre a mãos um atalho para http://docs.python.org/


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